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PROJETO DE CAPACITAÇÃO E INCLUSÃO PARA DEFICIENTES VISUAIS GANHA NOVA TURMA

Deficientes visuais trabalharão como tradutores - interpretes na Copa e Olimpíadas

O ousado projeto para capacitação e inclusão profissional que começou com a contratação de oito deficientes visuais em 2011, hoje conquista sua segunda turma e a certeza de que seu objetivo foi atingido e os obstáculos transpostos. Atualmente, o Núcleo de Superação da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), tem concentrado suas atividades na habilitação de “Tradutores-Intérpretes” (Inglês-Português) para cegos, contando com 16 deficientes visuais trainees, dois professores, quatro auxiliares de ensino e oito computadores com softwares específicos que garantem o sucesso do empreendimento.

Marcio Yoshida, professor da Faculdade de Direito da FAAP e um dos responsáveis  pela criação do projeto de capacitação e inclusão profissional dos deficientes visuais, comenta sobre a carência de  profissionais portadores de deficiência  aptos a ingressar no mercado de trabalho. “É tão grande a dificuldade que o mercado de trabalho tem enfrentado para preencher vagas com profissionais deficientes habilitados que as próprias empresas deverão assumir o papel de agentes de transformação, capacitação e treinamento desses empregados. Uma instituição de ensino como a FAAP enxerga esse desafio e acredita na missão”, completa.

A  atual legislação trabalhista brasileira, por meio da Lei de Cotas  (artigo 93 da lei 8213, de 91),  obriga que empresas com mais de 100 funcionários contratem de 2% a 5% de  profissionais com algum tipo de  deficiência.

A FAAP tem se notabilizado pela internacionalização dos seus cursos e pela manutenção de convênios estudantis com as principais universidades da América do Norte e da Europa, fator essencial para esse inicial enfoque do seu Núcleo de Superação, visto que é grande a procura, dentro da própria instituição,  de profissionais habilitados no idioma inglês.

Yoshida acrescenta que a contratação dos deficientes visuais e sua capacitação como tradutores e intérpretes vem de encontro com a  crescente demanda por esses profissionais em decorrência da globalização da nossa economia, que será acentuada com a chegada de eventos no Brasil, como a Copa do Mundo e as  Olimpíadas. “Os deficientes visuais possuem a capacidade auditiva muito aguçada, fator essencial para o profissional na área de tradução. Além disso, os deficientes visuais utilizam computadores com programas especiais que lhes permite acessar quaisquer documentos que estejam sendo mostrados na tela do computador, navegar nas páginas da Internet e , até,  produzir textos e planilhas de cálculos ”, explica o professor de  Direito.

Superação

Karolline  Fernandes Sales, 32, formada em letras e uma das Auxiliares de Ensino do curso, já  nasceu cega. Aos seis anos aprendeu braile e a partir daí conseguiu  frequentar a escola. Seu grande sonho era aprender a falar inglês, mas, segundo ela, achar uma instituição que aceite um deficiente visual é muito  complicado. “Eu tentei diversas vezes em cursos diferentes, mas era sempre a mesma resposta, eles não estavam preparados para receber um aluno que não  enxerga”, relembra.

Com  persistência e apoio familiar, Karolline deu os primeiros passos na língua  inglesa através da música. “Eu ouvia e escrevia o que eu entendia e depois perguntava para as pessoas se estava correto, assim consegui ter uma base. Posteriormente fiz um teste em uma instituição de línguas e passei. Hoje sou fluente e até já trabalhei como intérprete em uma competição de futsal na Grécia”.

Uma  curiosidade sobre a professora é a conquista do titulo de  Miss Brasil Deficiente Visual 2012, que aconteceu dia 7  de julho, em  Porto Alegre. Após incentivo de pessoas próximas, Karolinne  resolveu se inscrever e deixou outras 16 concorrentes para trás. “A premiação foi uma afirmação de autoestima, tanto física, quanto de ser  segura como mulher. Sou um exemplo para mulheres cegas, mostro que é  importante nos valorizarmos em todos os aspectos”.

O  Projeto de Capacitação

Enquadrado no “Núcleo de Superação” da FAAP, que é coordenado pelo Dr. Giuseppe Quagliotti Silvestri Faà, o Projeto de Capacitação  é composto por  três  módulos: informática, inglês e conversação. Os deficientes visuais trainees trabalham em tempo parcial, duas vezes por semana, e realizam diversas atividades no computador com a ajuda de softwares criados exclusivamente para atender a esse público. A capacitação para a função de Tradutor e Intérprete envolve um treinamento especial que exige desses empregados trainees o requisito essencial de conhecimentos avançados da língua inglesa, em especial expressões idiomáticas e vocábulos específicos dos segmentos acadêmico, esportivo, jurídico, etc.

Com exceção do coordenador, todos os professores e auxiliares de ensino são cegos e os 16 empregados deficientes  (divididos em 2 equipes de trabalho) possuem perfis e idades bem variados.

Download: PROJETO DE CAPACITAÇÃO E INCLUSÃO PARA DEFICIENTES VISUAIS GANHA NOVA TURMA